Cloridrato de Sertralina – O que é? Para que serve?

Cloridrato de Setralina é fabricado pelo laboratório Medley e possui ação anti-depressiva como ajuda a tratar outras doenças de cunho psicológico. A Sertralina é um medicamento controlado que pode vir a aumentar a qualidade de vida dos seus pacientes, lhes proporcionando o aumento da saúde psíquica.

Para saber mais sobre o tratamento feito a partir desse medicamento, continue lendo nosso texto. Vamos trazer todas as informações importantes sobre ele, para que você possa tirar todas as dúvidas e decidir se está fazendo o tratamento certo para você. É importante principalmente conhecer:

  • O que é Cloridrato de Sertralina;
  • Quando é indicado?
  • Quando não usar;
  • Benefícios do medicamento;
  • Efeitos colaterais;
  • Contraindicação.

Cloridrato de Sertralina, o que é? Para que serve?

sertralina

É um medicamento indicado no tratamento da depressão, acompanhada com sintomas da ansiedade, Transtorno Compulsivo Obsessivo (TOC), transtorno pós-traumático, fobia social, transtorno do pânico (síndrome do pânico), transtorno da ansiedade generalizada, síndrome da tensão pré-menstrual e/ou transtorno disfórico pré-menstrual. Em crianças abaixo de 12 anos só se recomenda seu uso em casos de transtorno compulsivo obsessivo.

Seu comércio foi aprovado pela FDA (Food an Drug Adminstration) no ano de 1991. Seu uso, apesar de pouco eficiente nos primeiros testes de laboratório, mostrando uma eficácia de leve à moderada, muitas vezes é indicado para pacientes internados. Porém seu uso tem se mostrado eficiente para depressão severa e distimia, que é quase a mesma coisa do que a depressão, porém com sintomas mais leves e duradouros.

Em estudos cegos, sua eficácia já foi comprovada, sendo mais eficiente do que placebo. A psicoterapia em conjunto com o medicamento não apresentou melhoras dos resultados.

A Sertralina funciona atuando na serotonina, aumentando a sua disponibilidade. Assim, ela alivia principalmente os sintomas da ansiedade e da depressão, suas duas principais indicações de uso.

Composição

Cada comprimido revestido contém:

  • cloridrato de sertralina ……………… 56 mg
    (correspondente a 50 mg de sertralina)
  • excipientes q.s.p. ………………….. 1 comprimido
    (hiprolose, celulose microcristalina, fosfato de cálcio dibásico di-hidratado, amidoglicolato de sódio, estearato de magnésio, macrogol, hipromelose, corante laca amarelo crepúsculo, dióxido de titânio).

Indicações

  • Depressão;
  • Distimia;
  • Ansiedade generalizada;
  • Ansiedade social;
  • Ejaculação precoce;
  • Transtorno do pânico;
  • Fobia social;
  • Transtorno pós traumático;
  • Transtorno compulsivo obsessivo em crianças e adultos;
  • Alimentação nocturna;
  • Bulimia nervosa;
  • Transtorno disfórico pré-menstrual.

Indica-se o uso adulto e oral dos comprimidos. Recomenda-se o uso pediátrico apenas acima dos 6 anos de idade.

Em quanto tempo começa a agir?

O medicamento começa a agir no organismo em 7 dias. Porém, a melhora clínica pode demorar mais a aparecer ou ser mais rápida dependendo do paciente, do transtorno pelo qual está passando ou ainda da sua própria personalidade e organismo.

Qual o Melhor antidepressivo?

Dos comprimidos antidepressivos da nova geração, a Sertralina e Escitalopram se mostraram mais eficiente do que as demais substância, tendo maior aceitação dos pacientes na sua fase aguda de tratamento. Porém, o tratamento também pode trazer maior incidência de efeitos colaterais, quando comparado aqueles que tomam Bupropiom enquanto com a Sertralina a taxa de desistência por reações adversas chega a 13%, o Bupropiom os níveis são de apenas 3%.

depressão

Precauções

  • Pode haver variação nos níveis de glicose no sangue, por isso diabéticos devem avisar seu médico e fazer uma maior monitoração nas taxas de açúcar no sangue;
  • Pode haver falso-positivo em exames que detectam benzodiazepínicos na urina, um calmante de tarja preta, porém outros testes podem distinguir a Sertralina na urina;
  • Aumento de fraturas ósseas em pacientes que utilizam a substância;
  • Pode causar midríase, ou seja, a dilatação da pupila, por isso deve-se ter cuidado ao ministrar em pacientes com glaucoma ativo ou histórico da doença;
  • Caso haja aumento dos sintomas da depressão ou pensamentos suicidas durante a mudança de medicamento ou dose, um médico deverá ser avisado;
  • O uso pediátrico deve ser monitorado por um médico;
  • Se já utilizar outros medicamentos, sempre avise seu médico para ele avaliar a interação entre as substâncias.

Contraindicação

Esse medicamento não deve ser utilizado por pessoas com sensibilidade a Sertralina ou com sensibilidade à qualquer outro ingrediente da fórmula. É contraindicado para crianças menores de 6 anos de idade. Também não se recomenda o uso conjunto com antidepressivos inibidores da mono-aminoxidase (IMAO) ou pimozida.

Como Tomar?

Esse medicamento deve ser usado via oral pela manhã ou durante a noite, podendo ou não estar acompanhado com o uso de alimentos. Recomenda-se tomá-lo todos os dias no mesmo horário. A dose máxima deve ser de 200 mg.

Caso esqueça de tomar a dose no horário habitual, tome-as assim que lembrar. Caso esteja próximo ao horário de tomar a outra dose, pule a pílula esquecida e continue o tratamento com a próxima pílula normalmente.

O esquecimento da dose pode comprometer o tratamento.

Não parta ou mastigue as drágeas.

Reações Adversas

Assim como qualquer medicamento, Sertralina também pode trazer efeitos colaterais para o organismo. Caso perceba qualquer efeito colateral, informe seu médico:

efeitos colaterais

Reações muito comuns

Ocorre em até 10% dos pacientes:

  • Boca seca;
  • Diarréia;
  • Dores de cabeça;
  • Distúrbios de ejaculação;
  • Fadiga;
  • Náusea;
  • Insônia;
  • Sonolência.

Reações comuns

Ocorre entre 1% e 10% dos pacientes:

  • Agitação;
  • Ansiedade;
  • Artralgia (dores nas articulações)
  • Aumento da tensão muscular;
  • Bocejo;
  • Contrações musculares involuntárias;
  • Deficiência visual;
  • Diminuição do apetite sexual;
  • Disfunção sexual;
  • Dispepsia (má digestão);
  • Dor abdominal;
  • Dor no peito;
  • Formigamento;
  • Hiperidrose (suor excessivo);
  • Mal-estar;
  • Menstruação irregular;
  • Mudança de apetite (diminuição ou aumento);
  • Prisão de ventre;
  • Palpitações;
  • Rash;
  • Rubor;
  • Sintomas de depressão;
  • Tremores;
  • Vômito;
  • Zumbido.

Reações incomuns

Ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes:

  • Acatisia (vontade de movimentar as pernas ou dificuldade de ficar no mesmo lugar);
  • Agressividade;
  • Alucinação;
  • Alopecia;
  • Astenia (fraqueza);
  • Aumento da ALT ou TGP (enzima do fígado);
  • Aumento da AST ou TGO (enzima do fígado)
  • Broncoespasmo (espasmos dos brônquios e broqnquíolos);
  • Bruxismo (ranger os dentes);
  • Confusão mental;
  • Coma;
  • Convulsões;
  • Diminuição ou aumento de peso;
  • Distúrbio da marcha;
  • Distúrbios extrapiramidais (tremores grosseiros, movimentos lentos);
  • Edema facial (inchaço no rosto);
  • Edema periférico (inchaço nas extremidades);
  • Edema periorbital (inchaço ao redor dos olhos);
  • Enxaqueca;
  • Epistaxe (sangramento do nariz);
  • Espasmos musculares;
  • Euforia;
  • Exames laboratoriais anormais;
  • Febre;
  • Hemorragia;
  • Hemorragia gastrointestinal;
  • Hipercinesia (atividade muscular excessiva);
  • Hipersensibilidade (reação alérgica);
  • Hipertensão (pressão alta);
  • Hipoestesia (diminuição da sensibilidade);
  • Hipotireoidismo (diminuição dos hormônios da tireóide);
  • Midríase (dilatação das pupilas);
  • Púrpura (manchas roxas na pele ou mucosa);
  • Prurido (coceira);
  • Síncope (desmaio);
  • Taquicardia (aumento da frequência cardíaca);
  • Urina presa ou solta;
  • Urticária.

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